OLHO SECO

O que é a doença

O olho seco é uma doença crônica, caracterizada pela diminuição da produção da lágrima ou deficiência em alguns de seus componentes, ou seja, pouca quantidade e/ou má qualidade da lágrima. Este distúrbio no filme lacrimal e na superfície ocular pode produzir áreas secas sobre a conjuntiva e córnea, o que facilita o aparecimento de lesões. Os sintomas são de ardor, irritação, sensação de areia nos olhos, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia.

A doença está relacionada à exposição a determinadas condições do meio ambiente (poluição, computador), trauma (queimaduras químicas), alguns medicamentos, idade avançada, uso de lentes de contato, menopausa nas mulheres e doenças do sistema imunológico (síndrome de Sjögren, Stevens-Johnson e outras). Quando não diagnosticada e corretamente tratada, pode evoluir para lesão da superfície ocular e, em alguns casos, até à perda da visão.

A Síndrome do Olho Seco poder ser dividida em 2 grupos principais, de acordo com a fisiopatologia:

1) Deficiência aquosa do filme lacrimal (DAFL);

2) Evaporação excessiva, predominantemente associada à disfunção das glândulas de Meibomius ou deficiência de mucina.

O que é o filme lacrimal

O filme lacrimal é composto de 3 camadas. A camada mais externa, ou lipídica, protege e previne a evaporação da lágrima. A camada do meio é chamada de aquosa e é responsável pela nutrição e oxigenação da córnea. Além disso, contém várias substâncias com atividade antibacteriana. A 3º camada é composta por mucina e faz a interação entre a camada aquosa e as células superficiais da córnea/conjuntiva, facilitando sua aderência e permanência na superície ocular. As lágrimas são produzidas constantemente para lubrificar os olhos. Esta produção pode ser ainda aumentada após resposta reflexa a alguns estímulos exteriores, como poluição, alérgenos, trauma e emoção.

O que causa o olho seco

1. O ambiente : Clima seco, com vento e ensolarado, fumaça de cigarro, a poluição, lugares fechados, calefação, ar condicionado e monitores de computador podem aumentar a evaporação e causar olho seco

2. Queimaduras químicas: A exposição a agentes químicos ocorre, na maioria das vezes, em acidentes industriais, acidentes domésticos ou em associação com atos criminosos e está associada ao desenvolvimento de olho seco As queimaduras por álcali ocorrem mais freqüentemente, geralmente numa proporção de 2:1, devido à presença destas substâncias em produtos de limpeza e materiais de construção em geral. Este tipo de queimadura também está associado aos casos mais graves de olho seco e destruição da superficie ocular.

3. Medicamentos: Descongestionantes e anti-histamínicos, tranqüilizantes, antidepressivos e pílulas para dormir, diuréticos, pílulas anticoncepcionais, alguns anestésicos, medicamentos para tratamento da hipertensão arterial (betabloqueadores) e para transtornos digestivos (anticolinérgico) podem causar olho seco

4. Lente de Contato: as lentes de contato diminuem a quantidade de oxigênio sobre a córnea, podendo causar irritação e sensação de olho seco. .

5. Idade e sexo: como regra geral, com a idade, a produção de lágrimas diminui. Aos 65 anos, por exemplo, uma pessoa produz 60% menos lágrimas que aos 18 anos. As mulheres freqüentemente têm esse problema agravado quando estão na menopausa por causa das mudanças hormonais. Estima-se que a incidência do olho seco na população de mais de 65 anos gire ao redor de 15% a 40% da população.

6. Doenças Sistêmicas associadas:

6.1. Síndrome de Sjögren

A Síndrome de Sjögren (SS ) é uma doença autoimune crônica, em que o sistema imunológico do próprio corpo do paciente erroneamente ataca as glândulas produtoras de lágrimas e saliva. Pode ser primária ou secundária, quando está associada a outras doenças reumatológicas como Artrite reumatóide, Lupus, Esclerodermia e outras. Os Linfócitos, tipo de células brancas do sangue, infiltram-se por estas glândulas provocando diminuição da produção de saliva e lágrimas. Assim, as características principais da Síndrome de Sjögren são secura nos olhos e na boca .

A Síndrome de Sjögren pode também causar secura de pele, nariz e vagina e pode afetar outros orgãos do corpo, inclusive os rins, vasos sangüíneos, pulmões, fígado, pâncreas e cérebro. Fadiga e dor nas articulações que podem comprometer de forma significativa a qualidade de vida do paciente.

Nove entre dez pessoas com Sjögren são mulheres. Embora a maioria das mulheres diagnosticadas, costumam estar na menopausa ou serem maiores de 65 anos, Sjögren pode ocorrer também em crianças, adolescentes e adultos jovens. Mulheres jovens com Sjögren podem apresentar complicações na gravidez. As causas específicas da Síndrome de Sjögren não são conhecidas, mas múltiplos fatores provavelmente estão envolvidos, dentre os quais os genéticos, viróticos, hormonais ou suas interações.

6.2. Stevens-Johnson

A síndrome de Stevens-Johnson é definida como uma enfermidade muco-cutânea severa, com envolvimento de pelo menos dois sítios mucosos e podendo cursar com aparecimento de bolhas e necrose cutânea. Já na epidermólise cutânea, praticamente todos os pacientes têm envolvimento de mucosas, especialmente a oral e conjuntival.

A incidência do eritema multiforme em suas diferentes formas clínicas varia de população para população. Na maioria dos casos (cerca de 60%), o eritema multiforme é causado pela aplicação oral, intravenosa ou tópica de diversos medicamentos. Geralmente o quadro clínico se inicia dentro de três semanas do início da terapia medicamentosa. As sulfas são os agentes mais freqüentes, apesar de que qualquer medicamento tem o potencial de causar o eritema multiforme, como p. ex., a fenitoína, barbituratos, fenilbutazona, penicilina e salicilatos, bem como a aplicação tópica de colírios oftalmológicos como a tropicamida. O eritema multiforme pode também seguir-se a certas infecções, como as causadas pelo herpes simples, Mycoplasma penumoniae e vírus do sarampo e da varicela. As infecções pelo herpes simples são a causa mais comum de eritema multiforme recorrente.

Segundo um estudo retrospectivo realizado nos Estados Unidos, todos os pacientes com síndrome de Stevens-Johnson ou epidermólise tóxica tinham envolvimento ocular agudo, variando desde conjuntivite leve até úlceras de córnea severas, podendo cursar com perfuração ocular e endoftalmite. Complicações crônicas incluindo cicatrização conjuntival, simbléfaro, entrópio e olho seco, podem levar a dano corneano posterior, sendo a principal complicação significante à longo prazo dos pacientes com síndrome de Stevens-Johnson e epidermólise tóxica. Em outro estudo foi relatado que até 35% dos pacientes tiveram alterações visuais permanentes em conseqüência de complicações da síndrome de Stevens-Johnson e epidermólise tóxica.

6.3. Penfigóide cicatricial ocular

O penfigóide cicatricial é definido como uma doença crônica, cicatrizante e autoimune de membranas mucosas e da pele (. Ocorre mais freqüentemente no sexo feminino (2-3:1), em torno dos 65 anos de idade e sem predieção por raça. É uma doença de baixa incidência, variando de 1 em cada 12.000 a 1 em cada 60,000 pacientes oftalmológicos. O penfigóide cicatricial ocular é claramente uma doença autoimune com uma prediposição genética.

6.4. Sarcoidose

6.5 Parkinson

Sintomas

- Ardor
- queimação
- irritação
- olhos vermelhos
- visão borrada que melhora com o piscar
- lacrimejamento excessivo
- desconforto após ver televisão, ler ou trabalhar em computador

O quadro clínico varia dos casos mais brandos, com queixa básica de desconforto, aos mais graves, por vezes com sérias complicações, como úlcera e perfuração da córnea.
Os sintomas incluem sensação de corpo estranho, queimação, fotofobia e embaçamento e costumam piorar no final do dia, nas condições de baixa umidade (ex: ambientes com ar condicionado ou aquecedores) e após uso excessivo da visão para perto (ex: computação).

Incidência

Não há dados precisos sobre a incidência da doença do olho seco na população brasileira em decorrência principalmente da ausência de método bem definido de diagnóstico clínico para olho seco. Alguns estudos epidemiológicos nos EUA sugerem que a doença atinge aproximadamente 10% da população geral, ou seja, cerca de 18 milhões de pessoas sofrem com a doença no Brasil.

Estudo norte-americano que fala sobre prevalência

Prevalence

How widespread is dry eye disease in the community?

The German studies of Ruprecht et al should be mentioned. A general medical qu estionnaire included the question:

Do you often have a sandy sensation in your eyes? Among the respondents aged between 55 and 59 years, 22.8% of women and 9.9% of men claimed to experience this symptom. In the population aged 45–54 years, almost 20% of t he women and 15% of the men had signs of keratoconjunctivitis sicca (KCS).

References

Ruprecht KW: Incidence of the complaint of frequent sandy sensations in the eyes. Contact Intraocular Lens Med J 4:41– 4, 1978

In a community study by Jacobsson et al i n Sweden, a prevalence rate of 15% was found among 705 members of the general population aged 55–72 years, based on the presence of dry eye symptoms and positive findings on Schirmer’s test, tear film break-up time, or rose bengal staining. Results of a mo re recent study by Hickichi et al show that 17% of a sample of 2127 patients screened in eight Japanese centers were suffering from symptoms of dry eye. There was no evidence of a seasonal pattern. The comprehensive examinations, which took place between A pril 1992 and January 1993, included double vital staining (l% rose bengal and 1% fluorescein mixed solution) and measurement of tear film break-up time, basal tear secretion, and tear clearance. The prevalence of dry eye in people who used VDTs or wore co ntact lenses was significantly higher than in non–VDT users and non–contact lens wearers. A survey of 504 people aged 30–60 years from Copenhagen found a prevalence rate for dry eye of 11%. 2 In a larger population-based study nvolving 2520 residents in Mar yland, USA, aged 65years or older, 15% reported having one or more symptoms of dry eye, but only 2.2% had symptoms and a low Schirmer’s test result. 20,21 Of those patients who experienced multiple symptoms of dry eye disease, 22% reported using artificia l tears. 1

These studies found that dry eye disease was most frequent in individuals aged 50 years or older, but found no association of symptoms with sex or age. McCarty et al 13 designed a cross-sectional prevalence study to assess the epidemiology of dr y eye in Melbourne, Australia. A total of 926 members of the Melbourne visual impairment project, a populationbased study of age-related eye disease in the age group 40 years and older, participated. Dry eye was diagnosed as follows: 10.8% by rose bengal s taining, 16.3% by Schirmer’s test, 8.6% by tear breakup time, 1.5% by fluorescein staining, 7.4% with two or more signs, and 5.5% with severe symptoms of dry eye not attributed to hay fever. Women were more likely to report severe symptoms of dry eye. Risk factors for two or more signs included age and self-report of arthritis.

The Canadian Dry Eye Epidemiology Study (CANDEES) was designed to assess the prevalence of dry eye in Canada.

Questionnaires were mailed to all optometrists in Canada, who were ask ed to give the survey to 30 consecutive patients. A total of 13,517 questionnaires were returned (15.6% of those mailed). Completed questionnaires included all age groups; 55% of the sample were aged 21–50 years.

The sample comprised 60.7% women, and 24.3% were contact lens wearers. Symptoms of dry eye were reported by 28.7% of respondents. When asked to grade the symptoms, 7.6% noted constant but moderate symptoms, and 1.6% reported severe symptoms.

Those reporting severe dry eye were predominantly women, with a ratio of 46:1. Of the contact lens wearing group, 50.1% reported dry eye symptoms, a significantly higher proportion than in the non–contact lens wearing group (21.7%). By sex, 33% of women and 22% of men reported symptoms.
Patients taking medicatio ns and those with allergies

Were also more likely to experience dry eye symptoms.

The Dry Eye Epidemiology Project (DEEP) of Maryland, USA, investigates the prevalence rate, risk factors, and clinical course of dry eye disease. 14 A total of 30,000 individ uals aged 25–79 years was selected from the general population of Maryland and asked about their symptoms, using a 17-question dry eye survey. Then 3000 individuals who had screened positive and a control group were invited for clinical examination. Detail ed results have yet to be published.

Como diagnosticar

Há diversos métodos para diagnosticar olhos secos. O oftalmologista deve medir a produção, a taxa de evaporação e a qualidade das lágrimas, com testes específicos.

O Teste de Schirmer é o mais utilizado para o diagnóstico de olho seco e consiste na colocação de uma tira de papel de filtro de 35 x 5mm, com os primeiros 5mm dobrados no fundo de saco conjuntival inferior. Após 5 minutos, mede-se a quantidade de umedecimento da tira de papel. Valores superiores a 15mm são considerados normais.

As colorações por corantes vitais (fluoresceína, rosa Bengala ou Lisamina verde) são utilizadas para detecção de celúlas superficiais da córnea/conjuntiva que estejam sendo comprometidas pelo olho seco.

O tempo de ruptura do filme lacrimal (em inglês, Break Up time) avalia o tempo que demora para iniciar, após o piscar, o apecimento de áreas de quebra do filme lacrimal sobre a superfície da córnea.

Testes mais específicos podem ser utilizados, como a citologia de impressão, teste da cristalização da lágrima, dosagem de lisozima, lactoferrina, teste de osmolaridade da lágrima, interferometria entre outros.

Dicas para o dia a dia

Se você usa lágrimas artificiais mais de 4 vezes ao dia, não use as que contenham preservativos (conservantes).

Nos casos mais grave, Para dormir ,faça uso de pomada lubrificante de vaselina oftálmica sem preservativo para aliviar a secura de seus olhos por tempo mais prolongado.

Quando dormir em ambiente de ar condicionado ou com ventilador, coloque a máscara sobre os olhos para protegê-los.

Beba água com freqüência para manter sua boca úmida.

Mantenha uma boa higiene oral usando fio dental e escovando os dentes regularmente.

Masque chicletes sem açúcar para estimular a produção de saliva.

Evite bebidas alcoólicas e as que contenham cafeína pois elas aumentam a secura da boca .

Use umidificador ou vaporizador para manter um nível confortável de umidade do ar no ambiente .

Evite correntes de ar oriundas de aparelhos de ar condicionado, leques , ventiladores ou aparelho de calefação .

Caso necessite fazer uso de nebulização, não esqueça de proteger seus olhos com compressas de água boricada ou com óculos de natação, evitando desta forma que o vapor resseque seus olhos.

Proteja os olhos evitando exposição ao vento e ao sol com protetores adequados.

Use loções hidratantes na sua pele e soluções salinas no nariz.

Existe tratamento

O tratamento é basicamente sintomático. Mais recentemente, novas modalidades de tratamento com objetivo de atingir a causa do olho seco têm sido introduzidas. São 5 estágios de tratamento para o olho seco:

1 - SUBSTITUIÇÃO DA LÁGRIMA: lágrimas artificiais. Existem as lágrimas artificiais aquosas e as viscosas para quadros mais severos. Atualmente, algumas lágrimas artificiais não possuem ou netralizam os conservantes. Este tipo pode ser utilizado mais frequentemente do que o habitual.

2 - CONSERVAÇÃO DA LÁGRIMA: a oclusão dos pontos lacrimais pode ser feita com plugs, provisórios de colágeno ou permanentes de silicone, que permanecem dentro dos ductos lacrimais. Os plugs podem ser introduzidos no olho manualmente pelo médico no consultório, sem que o paciente sinta dores. Outra opção é a cauterização dos pontos lacrimais ou oclusão cirúrgica.

3 - ESTIMULAÇÃO DA PRODUÇÃO DE LÁGRIMAS: existem certos medicamentos que aumentam o lacrimejamento como a pilocarpina, porém, possuem uma série de efeitos colaterais.

4 - TERAPIA ANTI INFLAMATÓRIA: esse tipo de tratamento pode ser baseado no uso adequado e controlado de corticóide tópico e da ciclosporina tópica. A idéia é minimizar o efeito do processo imune nas glândulas lacrimais e superfície ocular. Alguns estudos estão sendo realizados para avaliar a importância da chamada "dieta no tratamento do olho seco". Essa dieta deve ser rica em Ômega 3 (óleo de linhaça, verduras, nozes e peixes), que possuem propriedades anti inflamatórias.

5 - TERAPIA HORMONAL: utilização de hormônios andrógenos orais ou tópicos, ainda em estudo.

Perguntas mais frequentes

  • O que é a lágrima
  • A lágrima é uma combinação complexa de substâncias que se organizam em três camadas. A parte mais fina externa ou lipídica contém componentes que reduzem a evaporação. A camada do meio ou aquosa é produzida principalmente pela glândula lacrimal principal e acessória e é composta por substâncias que mantém a salinidade e acides das lágrimas em níveis normais. A camada do meio também carrega anticorpos e outros agentes de defesa contra infecções oculares. A camada de mucina ajuda a lágrima a manter-se aderente à córnea.

  • A Síndrome de Olho Seco pode ir e vir?
  • Em casos iniciais, os sintomas causados pelo olho seco podem ir e vir. Porém, os mesmos sintomas podem tornar-se persistentes à medida que a doença se agrava. Na maior parte das causas de olho seco, pacientes experimentam grande desconforto com o progresso da doença.

  • Quem tem olho seco é afetado por agentes do ambiente, como poeira, pólen e fumaça de cigarro?
  • Sim. Pessoas sensíveis a pólen, poeira e fumaça de cigarro podem facilmente ter seu problema de olho seco agravado pela exposição a tais agendes irritantes.

  • O branco dos meus olhos ardem e na maior parte do tempo estão vermelhos. Pode ser Olho Seco?
  • Dor e vermelhidão da conjuntiva (branco dos olhos) não está necessariamente relacionado a olho seco. Pode ser o resultado de uma reação alérgica a substâncias do ar. Porém, a pessoa deve consultar um oftalmologista se a irritação persistir.

  • Meus olhos continuamente produzem excessiva quantidade de lágrimas. Isso pode ser Olho Seco?
  • Sim. Se o tipo de Olho Seco for relacionado à qualidade, e não à quantidade de lágrimas, o excesso de lágrimas pode estar sendo produzido em resposta à irritação. Ou seja, se algum componente essencial da lágrima está faltando, o olho recebe uma sensação de desconforto causado pela própria lágrima e a irritação pode continuar a estimular a produção.

  • O que posso fazer para prevenir ou curar a Síndrome do Olho Seco?
    • Realizar exames anuais.
    • Procurar um oftalmologista imediatamente após detectar sintomas de Olho Seco ou algum declínio na visão.
    • Ser voluntário na participação em estudos científicos em universidades.

Fechar [x]

Área Médica:

Digite o usuário para receber um e-mail com sua senha.